A Nova Direção de Harry Styles:

O post saiu um tanto atrasado já que na segunda fará um mês que o álbum do Harry foi lançado, essa demora se deu pela falta tempo e pela preguiça haha mas não tem problema, pois, assim tive um prazo maior para tirar conclusões sobre o que falar no post. Aliás, que saudade de publicar aqui.♥

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É inegável a pressão existente num artista que se lança solo após viver um enorme sucesso dentro de um grupo, principalmente quando esse grupo se trata de uma boyband, pois, há sempre aquele questionamento se seu sucesso é merecido ou apenas fruto de um rostinho bonito, um marketing poderoso e algumas mentiras bem contadas; e desde a época de One Direction, Harry Styles já chamava atenção pelo seu vocal e gosto por moda, ainda quando havia cinco membros no grupo os boatos sobre carreira solo eram na maioria das vezes relacionados a ele, sempre existiu uma grande expectativa.

O primeiro passo dado pelo ex-1D foi o single Sign of the Times que é totalmente diferente de tudo que ele havia feito em toda a sua carreira, o distanciando daquilo que muitos (inclusive eu) esperavam; esperava-se que ele construísse um primeiro álbum bem ao estilo pop chiclete com algumas baladinhas visando alcançar o topo das paradas e manter sua popularidade, ao menos, em seu debut, mas Harry mostrou personalidade e fez diferente e o frenesi da mídia foi imediato, a crítica define a música como o resultado de uma clara influência de Queen e David Bowie. A letra é uma critica a maneira que a sociedade lida com situações tensas de maneira agressiva caindo perfeitamente bem ao cenário político atual.

Enquanto a antecessora de Sweet Creature não lembrava em nada os tempos da boyband, a segunda música divulgada é mais intimista e poderia até ter sido lançada pelo grupo, talvez a escolha desta ser o segundo single tenha se dado exatamente para aproximar os directioners e assim mostrar gratidão pela época e seus frutos. Durante a divulgação de pré-lançamento do álbum ainda foi possível conhecer Carolina que rendeu uma boa polêmica acerca da sua temática, mas segundo o próprio Harry a interpretação sobre suas letras é livre, ele prefere não dar explicações sobre seus significados permitindo que as pessoas possam se identificar com elas de uma maneira pessoal e profunda ao tirarem suas próprias conclusões.

Completando o álbum estão as músicas Only Angel e Kiwi, que mostram o rapaz vestindo a imagem de rockstar abusando dos gritos e de uma guitarra com características do classical rock; Ever Since New York e From The Dining Table, que facilmente poderiam ser apresentadas com uma orquestra ou um coral; Two Ghosts e Woman, os dois opostos, ambas mostram como ele coloca suas emoções em cada música que produz.

É interessante notar como é fácil distinguir os instrumentos em cada uma das músicas e algumas melodias são tão boas que, em alguns casos, se sobrepõem as letras, aliás, esse é um ponto a ser melhorado pelo cantor já que algumas soam repetitivas mas isso é apenas fruto de inexperiência e não é algo que prejudique demais ou não possa ser consertado futuramente.

Seguindo influências do cenário musical da década de 70, 80 e 90, Harry Styles trouxe um frescor à música pop se arriscando a produzir um álbum fora daquilo que estava habituado enquanto em grupo, se ele irá seguir nessa direção musical é outra história, mas ao notar tamanha versatilidade em apenas 10 músicas pode-se afirmar que ele ainda surpreenderá muito e seu primeiro trabalho foi um bom ponto de partida para a possibilidade de carreira grandiosa.

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